No mundo da moda


Livro Lançamento

Sonho de Poeta – de Celso Fernandes


Apresentação


Nenhuma qualidade literária — como, por exemplo, a capacidade de persuasão, a riqueza de imagens, o dom da comparação, a ousadia ou a amargura, ou a concisão, ou a graça, ou a leveza da expressão (...) — pode ser adquirida pelo simples fato de lermos escritores que possuem tal qualidade”, afirma Schopenhauer, do alto de sua autoridade.

No entanto, é preciso encontrar caminhos, abrir trilhas, sem se deixar levar pelas tentações do exibicionismo oco. Aqui, novamente, o mestre dá um puxão de orelhas “vale a regra: o novo raramente é bom, porque o que é bom só é novo por pouco tempo”. Sucede que Celso Fernandes consegue ser bom nesse novo conjunto de poesias. Estaria errado Schopenhauer? Não necessariamente. Antes de mais nada, Celso é um viajante pouco preocupado em ser novo. Ele vaga como em Pelos caminhos

Por onde andar

Por onde passar

Deixarei um pouco de mim.

Se deixou um pouco, vamos tentar entender esse pouco. Ele facilita essa tarefa, deixando marcos por onde passou. A quem quiser ele revela sua identidade sensível como em Se lhe perguntarem quem sou

 

 

Se lhe perguntarem quem sou

Diga que sou poeta de mim mesmo

Diga que ando com os pés no espaço

E que compreendo o significado de amar.´


O poeta procurará sempre negar a procura frenética pela originalidade. É um pecado menor. Confessarão baixinho que são súditos dedicados das musas e, se de alguma forma, conseguirem emocionar o leitor, terão conseguido encontrar a famosa luz, ao fim do não menos abusivamente citado túnel.

O leitor não encontrará um percurso linear ao longo do volume. Se me permitirem uma sugestão, sigam um roteiro aleatório. Abram ao acaso, leiam, reflitam e depois de repetir o processo algumas vezes, retomem a leitura da página um à página N. A sensação estética será diferente e, penso eu, a aproximação com a alma do autor será mais plena. Não nos iludamos, como todo poeta, Celso é fingidor também, como na sua Canção triste:

Morri muitas vezes.

Horas, horas a fio.

As horas das vidas...

As horas longas das vidas.


Não vamos nos embrenhar numa selva de delírios metafísicos, o poeta provocou, sorriu, talvez enxugou uma lágrima, causada por um sofrimento que ele não pretende dividir com ninguém. Ficou uma mensagem — se não falar em mensagem o que dirão os críticos — a ser saboreada pelo leitor. Antes de saborear, captar será preciso, e como quase todas as capturas, essa será prazerosa. Não há ainda uma Sociedade Protetora dos Versos que a ela se oponha, mesmo porque, a captura será virtual, desprovida de exclusividade, generosa — por devolver àqueles que gostam da poesia o prazer dos versos.

Ousado, triste, irônico, resignado, até resmungão — ele que me perdoe, se me puder por esse último rótulo — o autor consegue cativar e como diria qualquer candidata a Miss, já se torna eternamente responsável ... pelo prazer que proporciona.


Alexandru Solomon, escritor

Serviço:

Editora Edicon/Série Poesia Brasileira

Rua Herculano de Freitas, 181 – Tel.: (11) 3255-1002 – São Paulo

Pedidos c/ autor: celsofernandes_colunista@hotmail.com



Escrito por Celso Fernandes, colunista às 02h52 PM
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Sobre o autor

Sonho de Poeta


    Celso Fernandes, poeta, escritor, sem nunca ter pensado que a voz da poesia pudesse morrer, lança agora seu ´Sonho de Poeta`, talvez engavetado cerca de 20 anos, quando ainda iniciava como free lancer no mercado editorial frente as saudosas máquinas de escrever. Hoje, assim, sente que pôde virar a ampulheta do tempo, contando ainda os grãozinhos de areia de tantos calendários para cá – todos dedicados à literara – sente que tem muito o que escrever. Natural de São Paulo, nascido aos 27 de agosto de 1962, considera que sua maior bagagem tenha colhido mesmo nas casas editoriais em que trabalhou, como a Editora Ática, Cultrix e Pensamento, Soma, Paulista, Edicon etc. Jornalista por inclinação da natureza, começou a abraçar a carreira de escritor logo cedo. Que por sinal dura e de se fazer quebrar os ossos ao ver tantos trabalhos arquivados desde a época dos linotipos e past ups. Porém, persistente naquilo que resolveu levar adiante. Aliás, seu maior sonho, continuar deitando no papel o pensamento antes que a idéia lhe escape.

Como os pais José e Maria resolveram apoiar o filho prodígio em enveredar pelos caminhos das letras, colecionando modestos registros em carteira – mesmo que com os ganhos sempre equilibrados na corda bamba – iniciou como revisor e redator. De arquivista a contínuo, sentiu na pele os complexos da máquina administrativa, cartões de ponto, ônibus apertados, sempre seguido do vai-e-vem e do corre-corre diário da imensa cidade paulistana. Cidade que por sinal vive e que ama. Hoje presta serviços como de diagramador e assessoria de imprensa, almejando sempre novos amigos e parcerias.

Dos seus trabalos publicados, destacam-se: Multiplicanto (1980), Poemagina (1982), Imagens e Sonhos (1983) e O Sedutor (1989). Depois de algum tempo na geladeira, em 2000, lançou As duas faces de Laura, e em 2004 voltou com uma segunda versão de O Sedutor, na 18ª Bienal Internacional do Livro, além de um sem número de contos, crônicas, editorais de moda e política, todos espalhados pelos mais diversos veículos de comunicação – jornais, revistas, sites... Atuando, ainda, no bloco dos colunistas sociais da APACOS – Associação Paulista dos Colunistas Sociais.

Fator nada surpreendente, conciliando sua trajetória pelas redações por onde passa (empilhando outros tanto textos no computador), sempre tem em mente que ´´escrever é uma necessidade imensa``. Tanto que hoje suas colunas têm o reconhecimento em outros estados do Brasil, como também de países lá de fora. Goiás, Londrina, Santa Catarina foram um salto para a Itália, França e amigos colombianos. De repente, um novo recomeço.



Escrito por Celso Fernandes, colunista às 02h35 PM
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